quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Pensamento de Hoje

Vento doce
Brisa que me leva
Flores na janela

Caminho no caminho do acaso
Sendo levado
Tragado

Caminho de caminhada curta

Pode ser que não seja um poema.
É, pode ser.
Pode ser não seja.
Pode até deixar de ser.
Antes de ser o que for é o que não poderá deixar de ser.
Assim as coisas são.
São o que são sem deixar de ser todas as outras coisas.
Todas as outras.

Maick Barreto

Dia comum

Esses dias são dias comuns,
Dias de acordar, olhar as paredes, olhar a casa e pensar... Quando algum pensamento interessante vem, porque pode ser que nem mesmo um pensamento interessante venha à tona. Mas ele veio, chegou um pensamento que não sei se chega a ser interessante, mas não vou privar-me de pensar. De olhos abertos, ou melhor, com olhos tentando permanecer abertos após uma longa noite de sono e o latente mal-humor de todos os dias ao acordar eu pensei, sem muita consciência de que já estava pensando: Natal...
Pois não consegui pensar em outra coisa a não ser no Natal, na verdade não era esse o porto de meus pensamentos, acho mais adequado dizer que estava refletindo sobre a minha relação com esse momento sublime da humanidade. Me sentia estranho por não estar envolvido afetivamente com a agitação natalina, a preparação da comilança da gulosa ceia, e dos excessos de bebidas alcoólicas que circulava a imaginação coletiva de todos ao meu redor. Então pensei: O Natal chegou, e com ele a obrigação de um abraço, os carinhos com data marcada, a atenção familiar nada familiar.
Se por acaso eu continuasse pensando certamente chegaria mais longe, mas não quero continuar. Em determinadas horas é melhor fazer parte da hipocrisia coletiva. E assim vou continuar o meu Feliz Natal fingindo que não estou sozinho.

Maick Barreto

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Escritor

Preciso voltar a escrever,
meus personagens precisam de mim.
Ou sou eu quem precisa deles?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Coisas de mim


Não tenho motivos para tristeza, acho que não.
Não tenho motivo para ficar na cama, mas estou.
Não. Não tenho motivo para tristeza.
Mas porque ela está aqui?

Maick

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Hoje


Hoje, dia... um dia e uma noite.
Igual a todos os outros dias e noites.
Hoje assim como ontem e o amanhã.
Um dia cheio como os outros, e tão feliz como os últimos.
Algo de especial tornou-se real nesse dia comum.
Algo se completou.
O som do violão
O sol que se eternizou.
O tempo que congelou.

Maick Barreto

terça-feira, 25 de novembro de 2008

!


Eu quero paciência
Paciência para ser.
Respirar...
Eu preciso de paciência.
Andar na praia, ouvir o silêncio.
Preciso de tranqüilidade.
Ouvir o mar,
Brisa.
Eu quero estar paciente
Quero sair ...

Férias... que não chegam nunca.
Me Deus! Esse mês não passa.

Maick "Cnsado" Barreto

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Palavras ao coração

Ontem tive uma noite escura, sem lua...
Ontem eu tive um sonho ruim, um sabor amargo. Um espasmo, noite mal dormida,
Ontem eu tive um dia confuso, um olhar profundo, um passado pesado.
Ontem eu tive medo, sim.
Medo de não ser feliz, medo de não estar tranqüilo, medo.
Andei por um mundo desconhecido, passei por dificuldades, muitas irrealidades, muita vontade de voltar para casa.
Minha casa, em meus sonhos, eram seus braços, seus olhos, me sentir amado.
Ontem fui fraco na insegurança, mas forte na sinceridade.
Ontem eu tive medo e precisei de muita coragem.
Ontem eu quis que tudo fosse verdade e arrisquei a felicidade para poder ser ainda mais feliz.
Ontem, duelo de Titãs...
Precisava entrar na batalha para purificar o meu coração calejado. Cauterizar as feridas.
A fênix que vive em mim mais uma vez se refez, seu coração destruiu-se no fogo, se refez em sândalo para, enfim, poder te amar livremente.
Voar ao seu lado.
Ontem o passado foi lavado com lágrimas de amor. E o futuro, já presente entrou com você pela porta do meu quarto.
Te amo.

Maick

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

Imprevisto.

Andava...
Numa estrada longa e escura... Diante dos olhos a Lua e outras pequenas gotas de Sol espalhadas pela imensidão do céu. Andava sem saber para onde, olhar distante, respiração ofegante, corpo cansado, coração já meio parado, quase enferrujado. Caminhava olhando para mim, percebendo meus sentimentos, fechado em copas, cuidando das marcas deixadas pelo tempo passado que pesava e insistia em ser presente. Olhos carentes, lágrimas que regavam o chão seco e empoeirado. Andava... Entre poeira e lágrimas. Vielas...
Sem saída, já não me preocupava, resignado, despetalado... Bem me quer mal me quer, com espinhos ressecados.
Via a Lua emoldurada, imóvel, recortada, janela aberta na madrugada repetidas vezes solitária.
Mas no fundo, em um canto bem guardado, na esquina entre a esperança e o passado, entre o ir e o ficar, surge tímido e singelo o seu olhar.
Manso e decidido, dedilhar do violão, um olhar de imensidão, voz transcendente me tirando do chão. Estomago travado, emoção... Olhos para tocar, mãos para ver, pernas para tremer ao te sentir respirar... Respirei intensamente, um instante, congelado, o tempo completamente parado, o calor não agredia, o vento despenteava, a sede não incomodava, as formigas passeavam felizes sobre os meus pés repousados na grama. Por do Sol solto no espaço, olhos fechados, minha alma espelhada na lágrima que brotava no canto do seu olhar.
Andava... Naquele instante caminhava, inesperadamente.
O chão empoeirado se refaz em terra fértil, as lágrimas em felicidade.
Um momento dilatado por toda eternidade.


Maick Bareto

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Te Amo


Eu vou andar devagar pela casa
Pisar no chinelo de couro
Ir em direção a janela e te esperar...
Quando te ver no início da rua
Abrirei a porta
Olharei subir a escada
E te estenderei a mão
Para que ela, e o meu coração sejam eternamente seus



Maick Barreto

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Quem me dera

Adeus, meu bem
Eu não vou mais voltar
Se Deus quiser, vou mandar te buscar
De madrugada, quando o sol cair dend’água
Vou mandar te buscar

Ai, quem me dera
Voltar, quem me dera um dia
Meu Deus, não tenho alegria
Bahia no coração

Vou preparar o jantar,
a cama,
e ficar na janela esperando teus olhos me olharem,
e quando chegar,
a lua vai brilhar em meu coração
Pode esperar...
eu vou
vou mandar te buscar.

Cristiano Cajú e Maick Barreto

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Seja

Seja de verdade
assim como a brisa que me acaricia.

Maick Barreto.

domingo, 21 de setembro de 2008

Alegria

(Precisa falar mais alguma coisa?)

felicidade


FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... FELIZ... e cada vez mais feliz.
Maick Barreto.

domingo, 7 de setembro de 2008

(...)


Preciso de quem me entenda...
Preciso de uma mão.
De olhos.
Preciso de quem me abrace.
De quem me acalme.
De quem veja.
Preciso de algo.
Sim,
Preciso de alguém que ainda não existe.


Maick Barreto

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Branco

Não gosto muito de falar, principalmente sobre as cosas que sinto, me falta vocabulário.
Uma vez tentei explicar o que sinto; então eu disse – Azul.
Ele foi entendido como: - Vermelho.

Maick Barreto

domingo, 31 de agosto de 2008

Esqueçam meu telefone

Essa falta de lógica...
Essa falta de razão...
Falta tanta coisa.
E o coração?
Como fica?
Amargurado... Vazio.

Esse:
– “Você tem que entender
Tem que compreender...
Precisa ter paciência.
Você é forte... Consegue”.

Cansei de ser parede.
Não quero carregar o mundo.
Não ofereço mais nada.
Que se dane.

O apoio pede apoio.
Cansado de ser espelho.
Um momento de egoísmo – Necessário.
Necessito.

Não cuido mais.
Não escuto.
Não dou a mão.
Se me quiser
Me procure.
Não peça... ofereça.

Estou cansado,
Amargurado
Vazio.

(Dedicado especialmente para todos que só lembram o meu número de telefone quando estão precisando de ajuda ou querendo algum benefício que, por acaso, eu possa oferecer).

Maick Barreto

PS: estou falando sério.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Não é fácil dizer adeus a quem se ama.
Não, não é!
Não é fácil dizer adeus...
Não é fácil amar, não, não é.
Amar e dizer adeus... Ainda é mais difícil.
O que me faz feliz é a felicidade que sei.
É o amor que sei.
A acolhida certa.
A cura da alma... Luz eterna... Eternizada.
O que me faz alegre é a alegria de saber.
De ver e saber reviver.
No dia claro de uma realidade nova, se renova.
Não... Não é fácil sentir a falta.
Mas não me faltam certeza e fé.
Não me falta saber que entre mim e você o amor ainda é.

(Eu te amo amigo. Hoje, sempre, eternamente)

Maick Barreto


Maick Barreto

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Luz de hoje

Hoje acordei cedo, embora tenha dormido tarde.
Dormir tarde e acordar cedo faz parte de minha rotina. Entretanto hoje, saí um pouco do cotidiano. Sim, fiz a barba logo pela manhã, coisa que quase nunca acontece, geralmente eu faço isso a noite, antes de dormir, mas hoje eu fui um pouco diferente. Estava arrumando a sacola para a viagem rotineira das segundas- feiras, mudar de cidade faz parte de minha rotina, arrumava todas as coisas que cotidianamente preciso; entraram na minha lista mental: roupas, perfume, meias e coisas do gênero, e por um momento de observação mais apurada bati meus olhos em um amor antigo, Clarice. Lá estava no meio das roupas limpas os livros de Lispector. Sem pensar muito coloquei em minha lista de necessidades a leitura, não uma leitura corriqueira, não. Uma leitura necessária. No ônibus não pude fazer outra coisa senão devorar delicadamente cada linha de suas crônicas. Sim, era um livro de crônicas publicadas originalmente no jornal e que naquele instante estavam reunidas todas em minhas mãos. Um presente nada rotineiro. Mesmo que se leia Clarice diariamente, essa leitura jamais se classificaria como rotineira. Ler Clarice é antes de tudo se redescobrir, questionar a si próprio num instante sublime de transcendência. Estou extasiado e em contato com o meu eu mais profundo e misterioso. Esse é o efeito Lispector.

Maick Barreto

domingo, 17 de agosto de 2008

Carta a Viviane dos Sonhos Maior

Oi Amiga, como você está?
Eu estou bem e morrendo de saudades de você.
Hoje eu estava vendo o programa "Decola" de Liliane Reis na TV Cultura, ela estava em Maceió / AL. Eu sei que isso não nos liga diretamente, mas tive tantas lembranças boas de quando fui lá. Maceió é muito encantadora. A partir daí eu entrei em uma nostalgia tão boa. Um sentimento de saudade das coisas boas que fiz e uma vontade enorme de fazer milhões de outras coisas. Lembrei de você, de nossos sonhos, de nossos valores poéticos. Lembrei de Kleper, do sentimento que tinha por ele (e que hoje ainda tenho: um sentimento de carinho enorme). Tem muito tempo que não o vejo, não tenho nenhuma notícia, sei apenas que está no Rio de Janeiro, mas enfim, a vida segue. Estou com o coração aos saltos, você sabe como eu sou e o que significa para mim estar com o coração aos saltos. Uma vontade enorme de gritar, de ganhar o mundo, de abrir as asas sob o céu azul num vôo arriscado e cheio de adrenalina. Me veio nesse momento um desejo enorme de viver, de enlouquecer de andar sem limites pelas incertezas da vida. Me veio a certeza de que a felicidade existe e de que eu vivo dia-a-dia em sua companhia. Tenho tantas coisas para te contar, dividir. Todos os últimos acontecimentos da minha vida foram tão intensos e opostos, nem sei como explicar, sei apenas que você é a única pessoa capaz de compreender minha sutil aventura.
- Vamos nos aventurar na vida: Acho que foi isso que nossos guias espirituais nos falaram ao pé do ouvido quando estávamos no momento de nosso retorno à Terra...
Pois bem, com sorrisos e lágrimas estou me aventurando e não me arrependo de nenhum ato.
Estou me sentindo complexo, não um arquétipo. Complexo indivíduo. Acho que vai entender o que quero dizer.
Que saudade da Sagatiba nas areias de Ipitanga.
Te Amo.
Maick Barreto

domingo, 3 de agosto de 2008

A vida


Saltando da ponte com uma corda elástica amarrada nos pés.
Asas nos tornozelos...
Saindo do sonho para a realidade numa velocidade assustadora.

Pisando nas nuvens, pensando no chão.
Horizonte nos olhos.
Coração nas mãos...

A vida é engraçada...
De um lado quase tudo
E do outro quase nada.
Maick Barreto

terça-feira, 22 de julho de 2008

Mais uma para o meu caderno

Um céu estrelado
Um dedo apontado para o espaço
Uma noite de lua

Um céu estampado
Sonhos dependurados
Brinquedos na rua

Um céu sorridente
Andar contente
Eternamente.
Maick Barreto

domingo, 20 de julho de 2008

Iluminado



O vento acaricia meu rosto.
Sentado em frente ao mar numa cidade onde o mar não falta. Não faltam motivos para paralisar diante do horizonte azul e branco, num banco de areia, sol e brisa nos cabelos.
O sol aquece os sentimentos a flor da pele; dos poros brotam pétalas de suor, nos olhos a inconstância do mar. Respiro como as ondas, os pés enterrados nas areias mornas, o vai-e-vem me paralisa.
Por vezes a luz me cega... Passo a enxergar com clareza: Os deuses estão a meu favor, todos são por mim. Todos em mim. As forças do Olímpio me fragilizam de tal modo que chegam a fazer-me forte. Apolo e Dioniso me regem sobe a tutela de Afrodite. Me arrisco protegido.
Estou de carona no carro de Apolo, passeando na passagem dos dias com cuidado para não incendiar o mundo, ainda não estou preparado para guiá-lo, não tenho força suficiente para comandar os cavalos alados, me cabe apenas ser passageiro no carro de ouro. Enquanto isso o outro me incita, me sugere a embriaguez, o delírio.
Agradeço todos os dias por ser Libriano, por ter Apolo a meu lado esquerdo e no direito Dioniso. Afrodite é o meu eixo. Me sustenta em fios de seda.
O vento me acaricia...
Não poderia estar em melhor companhia.

Maick Barreto

terça-feira, 15 de julho de 2008

Equilíbrio

De corpo solto no ar...
Atravesso com pernas bambas a incerteza da vida.
Vou...
Sei que ir é o melhor caminho.

domingo, 6 de julho de 2008

Apenas hoje.


O dia amanhece nostálgico, com uma sensação de alívio e saudade. Vem como quem chega devagar e manso. Sem notícias, sem felicidade, sem pranto.
O dia lentamente se levanta, um brilho sem luz, voz que não diz, um querer sem querer... Brisa que se perde antes de se sentir. Um mais ou menos. Talvez mais, talvez menos. Talvez...
Em vez? Talvez.
Talvez vivo! Pode ser que não. Quem sabe alegre? Sim ou não. Um sorriso, um afago. (?) Descanso. Descanso? Desde muito tempo canso. Caminho sem fim, túnel sem luz. Pés que querem parar.
Paro diante... Adiante.
Amanhã... Amanhã sério ser. Amanhã sentir. Amanhã... Porque fazer hoje o que se pode fazer no amanhã?
Hoje o rubro sépia das coisas envelhecidas me tomou pelos olhos. Hoje estou perdido no tempo das coisas que se confundem no caminho que existe entre o estar e o ser. Um caminho longo e de passos curtos que levam à fronteira do Lugar Nenhum.
Maick Barreto

sábado, 5 de julho de 2008

Presente

O mar a lua e as asas que me permitem voar

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Bis!

(Em princípio não gostaria de postar algo que não fosse escrito por mim. Entretanto, não posso resistir) ... (Obrigado Lulu)

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder...
Deixo assim ficar sub-entendido.
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer...


Eu acho tão bonito, isso, de ser abstrato, baby!
A beleza é mesmo tão fugaz.
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer...


Pode até parecer fraqueza.
Pois que seja fraqueza então...

A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer...

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer... (eu vou sobreviver)...
O que eu ganho e o que eu perco
Ninguém precisa saber.

terça-feira, 17 de junho de 2008

...

"Meu nome é Eu".

Licença a Clarice.

domingo, 15 de junho de 2008

Horizonte...

O que será das coisas quando elas passarem a ser?
Vou deixar que elas sejam... o que são...
O que tiver que ser...
E ser feliz.

Maick Barreto

domingo, 8 de junho de 2008

Capítulo de hoje

Hoje eu quero escrever como nunca quis.
Quero escrever com toda a vitalidade dos meus dedos,
O barulho produzido pelas teclas me instiga, me faz querer cada vez mais ouvi-lo. Meu coração pula, a respiração ofegante me tira do chão. Estou em estado de quase ser. Estado de quase falar, de quase ofender, ofender? Sem motivo para isso, realmente sem motivo. Absolutamente sem nenhum motivo. Não, não, não... Não. Sim, sou e seria capaz de ofender, mas isso não me interessa, não está entre as minhas escolhas esse tipo de atitudes, e nem tenho motivos. Contrário, absolutamente pelo contrário, cuidar, ser cuidado, amar ser amado, querer ser querido, viver e viver vivendo, bem. Para isso eu tenho coragem e para isso meus instintos me levam. Insisto... E isso importa? Não importa? Suporta? Saco? Sacola? Importa? Não importa? Não... Não diga... Caso não queira dizer, o silêncio traduz a alma. Silêncio... Estou me especializando em decifrar almas. Principalmente aquela que mora em mim, em meu corpo não cabe a alma que tenho... Tão cheia de falhas que necessita de outros corpos para poder controlá-la. Os dias passam, noites e dias, passam, passam dias e noites ao som dos dias que passaram. Em dias e dias reencontro meus pedaços, espalhados pelo mundo dos contrários. Sem hora e sem espaço, de dia ou na madrugada, interrogações com sentidos em tamanhos de odisséias, um corpo enjaulado numa mente de fera, um som silencioso e forte no ouvido imaginário, sono, pesadelo em pedaços, uma casa sem teto, uma pergunta sem sentido, um pavor entreaberto nas frestas dos olhos semicerrados, algo de errado? Errado? Meu erro... Insisto... O meu céu é de vidro, estou, e serei sempre desprotegido. Pra que proteção? Por... ter... Sempre ficar no por ter, e não ter o que se é... Não se saber em ter por não ter o que se é... Ao não ter o que se quer ter. Prefiro estar desprotegido... Viver e viver. Meu pesadelo, a casa sem teto, o homem que flutua sem ser visto, mas por meus poros sentidos, me fala com silêncio aos ouvidos, numa simples pergunta sem articulação nenhuma, apenas um infinito mar de sentidos. Estou com medo. Acordei na madrugada, coração aos pulos, respiração me tirando do chão, um pedaço de mim, que em outro lugar se esconde e se conforta, me implorava a voltar a ser completo.

Para mim mesmo num tom de quase desespero.
Maick Barreto

sábado, 31 de maio de 2008

Ai ai...

O sono chegou,
mas antes dele veio a sensação de felicidade,
de estar a vontade,
por ser alguém de verdade.

Maick Barreto

domingo, 25 de maio de 2008

Sim

Estou louco.
Sim, estou... Mas que qualidade de loucura é essa?
Permito-me não compreender. Nada tornaria claro o sabor brando e ligeiramente doce dessa inconstante e desavisada sensação.
Acabo de chegar. É exatamente isso, realmente acabo de chegar... Quase.
Quase lá...
Quase onde quero querer.
Estou querendo e correndo através do querer.
Quero portas abertas... Pelas janelas o sol já desponta, mas são as portas que me interessam abrir... Mãos... Abro as mãos... Pés descalços ao chão. Mãos ao léu... Mente no céu...
Louco...
Redondamente louco.
Sereno e tranqüilo como de frente ao abismo pétalas caídas só vistas à luz do travão.
Clarão...
Cego de luz, além do espaço entre a luz e o quarto, de porta aberta, caminho no vácuo ao som dos coturnos de um soldado...
Branco... Por dentro obscuro. É claro, é escuro, marchando ao fundo de meu coração.
Sensação.
Portas abertas... Flor na janela, uma cama arrumada, ronco na madrugada, água gelada, saída ou entrada... Lugar de morada, além da fachada. Saída da casaca.
Lá...
Onde quase me arrisco querer.

Maick Barreto

sábado, 24 de maio de 2008

sábado, 15 de março de 2008

Aos amigos da CDS

O que é a realidade? De que matéria ela é composta? O que é a realidade? O que a faz objetiva? A realidade é real? O que me faz pensar que o que vejo são realmente as coisas que estão diante de mim? O que são as coisas? Para que elas servem? O que sou eu? Quem? (respiro um minuto antes de continuar). Continuo...
Que tipo de realidade me faz quem eu sou? Seria bom ter as respostas para essas perguntas, mas acho que nenhuma palavra, frase ou idéia seja capaz de responder. Não acredito em realidade, não consigo imaginar a possibilidade de sermos iguais de forma tão extrema em que se faça possível o surgimento de uma realidade. Prefiro acreditar em realidade(s). As realidades favorecem, as diferenças, as novas oportunidades, transformam a vida em poesia. Acredito na poesia assim como acredito na vida poética. Viver nas nuvens, flutuar, andar movido por sonhos embora consciente de que nem todos os vôos estão livres de turbulências. Alguns trazem irritações, dúvidas, ansiedades, medos, desafios... Nem todos os sonhos são feitos de Sol, alguns possuem uma atmosfera diferente, os sons não se parecem com harpas, em seu lugar estão os ruídos brilhantes dos raios e dos trovões. Pesadelo? Não acredito. Sonhos também são sofridos, e isso não é ruim, faz parte da poesia trabalhar por ela, ela não resiste a falta de esforço, a poesia só se torna poética se houver envolvimento, se o coração bater acelerado, se a mente voar longe, a poesia só se revela quando o corpo a alma e o pensamento forem um só elemento vivo de desejo e coragem. É preciso ter coragem para perceber em que tipo de realidades estamos envolvidos, é necessário coragem para ser feliz e não se pode ser feliz antes de encarar o espelho e reconhecer nossos limites. Não tenho certeza se eu sei quem sou, estou a procura de mim como quem procura uma agulha no palheiro, estou a disposição do tempo. Só ele pode me ensinar a ser quem sou. Enquanto isso identifico vagarosamente as coisas que estão diante de mim, as realidades são transformadas sem cerimônia ou aviso, mas as coisas que estão diante de mim sempre estarão. Em minha frente estão sentimentos, olhares, desejos, pessoas, crianças, adultos, jovens pessoas que se acham envelhecidas, mas que em realidade(s) são jovens rimas soltas no tempo. O tempo me leva em suaves sopros e, em minha frente, essas imagens vão a me proteger. Por esse motivo não tenho medo de viver em nuvens, não tenho medo de estar solto no tempo nem de esquecer os caminhos de terra por onde encontrei tão lindos versos em estilos diferentes, não se pode esquecer o que está escrito na alma. Ir me deixa triste, embora fique feliz com a certeza da volta, que certamente virá com novas poesias.
Todo sonho é feito de lágrimas e coragem... Não tenho medo de chorar, o risco faz parte do jogo, não existe jogo sem risco, meus sonhos são o que me move, assim vou voando... Vou sonhando em voltar.

Maick Barreto

domingo, 27 de janeiro de 2008

F. A.

- Oi.
- Oi!
- Então... O que eu queria, bem, na verdade o que eu gostaria... Enfim. Não... Não se preocupe. Eu apenas estou tentando escolher as palavras. As palavras usadas de forma inadequada podem vir a provocar uma reação oposta ao que realmente se pretendia dizer. Eu me preocupo muito com as palavras e com a força que elas exercem. Por isso tento utilizá-las como uma combinação mágica. Cada sonoridade, cada reação, cada sentido. Então... Procuro sentido, agradeço a paciência, eu venho observando e procurando o sentido, sinto-me como uma eterna criança a perguntar o porquê das coisas, e hoje eu me pergunto sobre um assunto bastante específico; você. Sim... Você, que para mim é feito de nada, veio do nada tão preenchido de quase tudo, de tudo um pouco, tanto quanto o silêncio que me encanta os ouvidos. É, você, que pouco me diz e muito significa. Venho tentando entender esse momento, esse signo, esse instante parado no tempo e tão difícil, impossível de ser percebido tão claramente como deveria ser. Para tudo existe motivo, explicação, mesmo que a explicação não seja convincente. Mas não é essa segunda possibilidade que me interessa. Não vivo mais no momento onde uma resposta qualquer seja capaz de calar um questionamento atravessado na garganta, no juízo. Quero fazer juízo sobre todas as coisas, pelo menos as mais importantes. Pretendo saber exatamente sobre o início e o fim de cada processo que me cerca mesmo sabendo conscientemente que tal desejo jamais me será permitido. Sendo assim, tenho a noção exata de que não posso compreender o que quer que seja que não se passe em mim. Como poderei então saber o que de mim passa em você? É isso que me interessa: saber o que de mim está em você para tentar descobrir o que de você mora em mim. Não estou falando sobre certezas, falo sobre possibilidades. Sentimentos, desejos, quereres e dúvidas... Provocações. Me provoco a descobrir de onde você veio. Quem te trouxe. Quem te cuidou até ser me dada a oportunidade de cuidar. Me pergunto o sentido da espera. A cada momento esperando percebo uma parte, um fragmento de uma possível resposta que, para mim, faz muito sentido. Essa Possível resposta me leva a pensar que esperar é aprender a cuidar. Venho esperando. Estou esperando. E pretendo esperar, talvez você.

Maick Barreto

domingo, 20 de janeiro de 2008

Pois então...

Quero escrever...


Bem, não tenho muito assunto,
não tenho inspiração,
mas tenho um desejo de escrever.


Então, já que é uma das únicas coisas da vida que posso fazer simplesmente por estar com vontade de fazer, escrevo.
Na verdade não é por falta de assunto a falta de inspiração, tenho muitas coisas das quais eu desejo falar, só não sei ainda como e de que forma. É por isso que o aparente vazio de sentido está presente nessas frases. Uma coisa é certa, a falta de sentido pertencerá somente a quem possa ler, para mim faz muito sentido.


E quem disse que tenho que fazer sentido a todo tempo?