terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Flor

Naquele dia caminhava...
No caminho estava a flor.
Aflito estava eu,
Diante da flor


Maick Barreto

Estou escrevendo

Era como mais um dia qualquer onde qualquer coisa irritaria. Na noite anterior a dor de cabeça e os barulhos provocados pelos habitantes da casa, íntimos seres que de tão próximos não se aborreceriam com um grito e alguns xingamentos em protesto ao barulho que dilatava minhas veias aumentando de subto o incomodo que ia da nuca até os olhos. A insônia... Até que em algum momento, momento qualquer que se pode registrar pelos ponteiros do relógio - eu não tenho relógio - digo, nenhum que estivesse à vista; bobagem... Bem, em algum momento que poderia ter sido registrado pelos ponteiros de um relógio, caso eu tivesse um relógio à vista, e se ainda fosse possível perceber o momento exato em que os olhos cerram-se após uma batalha quase interminável entre a falta de sono e o desejo de dormir. Dormi... Não foi preciso recorrer a protestos, eu estava tão estranhamente dentro de mim que não foi necessário recorrer ao que quer que fosse no intuito de acabar com o barulho que atravessava as fronteiras do meu quarto. Não sei bem para onde estou indo, mas tenho a sensação de que algo de importante tenha acontecido nessa passagem que para muitos não passa de uma coisa naturalmente comum e de tão banal tornou-se uma expressão bastante utilizada: Do dia para a noite, nesse curto espaço de tempo tive a impressão de que tinha partido de uma vida para outra, era diferente ao acordar. Talvez por isso o enorme incomodo que pulsava no peito, o mau humor... O mau humor indicava que eu não era tão outro assim. Passei a ser alguém diferente de mim, como se isso fosse possível. 

A MAR

De asas abertas para o mar
Onde a dor e a alegria se confundem
Vejo o amor que paira em meus desejos
O mar...
Casa de todos os sentimentos
Porta para todas as curas do amar

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A porta

Estar do lado de dentro, paredes que olham todo o dia.
Buscar uma saída de si mesmo.
Analisando o passado, o presente e projetando um futuro.
Olhar a porta. Sabe-se que a trava está solta.
Empurrar devagar para não ser incomodado com a luz.
Quando ela estiver completamente aberta, o que estiver do outro lado será meu.

Maick Barreto

SIM

É tempo de ser eu mesmo.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Tempo.

Fazer diferente pra ser o mesmo.
Ser diferente para ser que sou.
Olhando para dentro para poder ir para fora.
entrando para poder, finalmente, sair.

Maick.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Isso aqui é só para me animar em escrever.

De quando estou assim,
ai de mim.
De quando o dia nasce com o Sol e com  chuva
Caminho de barro no asfalto
arroz sem alho
Para pa pá Pará
Parei.
Cansei
Cansado e caminhando
Parando e caminhando
suando e caminhando
Caindo e caminhando
Dormindo e caminhando
Caminhando... ando... ando
Ecoando
Evacuando
Eva... quando
Chá de cidreira
um pote de barro
um poste de pau no curral
ração sem sal
um sono de cão.
mais vale uma rede na varanda que uma conta com grama verde.
Ai de mim em dias em que estou assim!
Ai de mim.


Maick Barreto.